A História da Quinta das Lavandas é o resultado da vontade de duas pessoas, ao tempo a viver em Lisboa e economistas de profissão, que acreditaram que seria possível levar um projecto com estas características pela frente, apesar de não terem experiência, nem de agricultura, nem de acolhimento.
A quinta vem a ser o resultado da força de vontade, mas também da determinação em inovar; do desejo de não ficar pelo comum; do gosto por experimentar e por abrir novos caminhos, que mostrassem que no campo, em Portugal, podem ser trilhados novos horizontes
O facto de se situar em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede, um dos parques mais humanizados de Portugal, a 4 km do centro de Castelo de Vide, uma das mais bonitas vilas de Portugal, constituiu um desafio adicional, pelos problemas que são levantados, a todos os níveis, para criar algo de novo numa área protegida e num território com uma longa história e séculos, onde as tradições pesam e têm, às vezes, uma influência determinante no modo como se fazem as coisas.
Neste contexto, as dificuldades encontradas não foram poucas! Todas, passo a passo, foram ultrapassadas, de forma determinada e resiliente. Se alguém pensa que criar este projecto foi uma coisa fácil, desengane-se: as dificuldades foram mais do que muitas e não raras vezes uma nova questão parecia inultrapassável. No final, fizemos aquilo que parecia impossível e irrealizável aos olhos de muitos.
O resultado final foi a criação, nos 200.000 m2 da propriedade, de um projecto integrado, sem cedências a uma visão do campo sem traços de ruralidade e onde as actividades de base rural e o aproveitamento das produções agrícolas são o motor que faz mover a quinta.
No espaço podem observar-se as mudanças operadas pelos proprietários na vocação agrícola da quinta, que passou a ser uma área agrícola, certificada em modo de produção biológico, num projecto coerente ligando agricultura e hospitalidade segundo os padrões mais modernos.
O grande protagonista da quinta é a Lavanda (planta em Portugal também conhecida como “alfazema”. Na quinta, que já teve cerca de 5 há de lavanda estão agora plantados cerca de 2ha (20 000 m2) de lavanda em duas variedades: Lavandula angustifolia e Lavandim grosso bleu. Vamos plantar mais
A principal finalidade do cultivo das lavandas é a produção de óleos essenciais e a elaboração de produtos tradicionais resultantes dos derivados da lavanda.
O outro destaque da quinta são os olivais tradicionais, que ocupam cerca de 2,5 há (25 000 m2). Originariamente compostos, sobretudo, por oliveiras da variedade “galega”, nos últimos anos os proprietários, ainda que mantendo o mesmo perfil de olival, apostaram em variedades novas, com destaque para as variedades portuguesas “santulhana” e “cobrançosa”, que têm uma maior disseminação na zona norte montanhosa de Portugal. Parece uma contradição com a descrição do azeite 100 % oliveira galega
A sustentabilidade da Quinta é assegurada pelas suas actividades principais: (i) a hospitalidade; (ii) as produções agrícolas; e (iii) a transformação.
A hospitalidade está centrada no edifício de turismo rural, onde se pode descansar, usufruir dos sete quartos de elevado conforto, áreas sociais com salas de entretenimento ou só para conversar, sala de pequenos almoços e muitas actividades, exclusivamente destinadas aos hóspedes-
As produções agrícolas ocupam a parte mais significativa do solo arável da quinta, onde também existe um grande pomar composto maioritariamente por variedades tradicionais portuguesas de diversas fruteira, uma pequena vinha de uvas de mesa e vides em latada, em diferentes áreas da quinta, mas com maior destaque nas margens da ribeira que atravessa a quinta de nascente a poente (a Ribeira de Vale Dornas, que normalmente seca no verão).
A transformação está assegurada por duas pequenas unidades industriais, certificadas em modo de produção tradicional. Na destilaria de óleos essenciais são destiladas as plantas com origem nas produções da quinta; e no lagar de azeite são moídas as azeitonas oriundas dos olivais próprios existentes na quinta.
Este quadro é complementado com a existência de uma loja, com a insígnia da Quinta das Lavandas existente no emblemático centro histórico da Vila de Castelo de Vide, onde os produtos são comercializados.